segunda-feira, 21 de junho de 2010
Copa
Essa copa está insuportável! Não dá para assistir a TV Globo. Quanta materinha babaca! Repórter virou ator/comediante sem graça. Tudo agora virou Zorra Total. E essa mania infeliz de ficar inventando nominho cretino? Ronaldo Fenômeno, Império do Amor, e agora Fabuloso. Vão tomar no c...! E esse timeco do Dunga, então?! Quanta porcaria nessa copa. Ainda vem esses comentaristas dizer que o gol do Luis Fabiano foi o mais lindo da copa. Só se fosse no vôlei! Desde quanto gol roubado é lindo?! Só no país da sacanagem mesmo. As manchetes dos jornalecos falam em “mão Deus”. Deus não tem nada a ver com isso!!! Mas no país do jeitinho, gol ajeitado no braço é golaço. Como se não bastasse, o pastor paquito me faz uma molecagem daquela e é expulso por burrice. Ô vexame! Ainda bem que copa do mundo só ocorre de quatro em quatro anos e dura um mês.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Esforço
Aff, que semana! Está sendo como andar numa montanha russa sinistra que estive na Disney. O que o meu humor subiu e desceu desde quinta-feira não está no gibi. Mesmo nos momentos mais críticos, me apeguei ao princípio 90/10. Juro que só explodi uma vez. Nas outras 128 vezes segurei a onda. Meu comportamento no mercado essa semana foi digno de um Nobel da Paz. Na Firma, nem tanto. Mas como dá trabalho manter o humor estável na faixa azul! Tive que adotar uma série de medidas:
1) Não vejo mais jornal na TV. Não aguento mais ouvir falar em dossiê e copa.
2) Suspendi contato com um certo parente.
3) Não fico mais do que 45 minutos em mercado.
4) Na internet, não vou além das manchetes
5) Evito conversas sobre as sacanagens da Firma
6) Passo ainda mais tempo com minha filha
7) Tento fechar os olhos para o que não merece ser visto
8) Faço um esforço descomunal para manter minha língua dentro da boca fechada
9) Tenho rezado bastante
10) Vou dormir às 21hs
1) Não vejo mais jornal na TV. Não aguento mais ouvir falar em dossiê e copa.
2) Suspendi contato com um certo parente.
3) Não fico mais do que 45 minutos em mercado.
4) Na internet, não vou além das manchetes
5) Evito conversas sobre as sacanagens da Firma
6) Passo ainda mais tempo com minha filha
7) Tento fechar os olhos para o que não merece ser visto
8) Faço um esforço descomunal para manter minha língua dentro da boca fechada
9) Tenho rezado bastante
10) Vou dormir às 21hs
terça-feira, 1 de junho de 2010
90/10
Andei sumida porque há dias estou de ótimo humor. Além de a vida estar muito boa, um e-mail que recebi dia desses tem algo a ver com isso. Normalmente esses e-mails com mensagens encaminhadas me aborrecem. Geralmente os deleto após ler a primeira linha. Faço questão de quebrar correntes. Contudo, por obra e graça do acaso, li sobre o princípio 90/10 e mudei de vida. Stephen Covey afirma que 10% do que acontece na nossa vida estão relacionados com o que se passa com a gente, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como reagimos ao que se passa conosco. (A seguir, reproduzo e-mail, encurtando um pouco a conversa.)
O que isto quer dizer?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%.
Como? Com sua reação.
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.
Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola.
Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.
Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pense: "Por que seu dia foi péssimo?"
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?
A resposta correta é a E.
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim. O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.
Notou a diferença?
Duas situações iguais, que terminam muito diferentes.
Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Esse e-mail me fez perceber que tenho administrado muito mal meus 90%, escolhendo a pior reação para contratempos banais. Desde que li sobre o 90/10, tenho controlado minhas reações. Ontem mesmo estive no Extra. O caixa travou com uma pessoa na minha frente. Não dei a mínima!
O que isto quer dizer?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%.
Como? Com sua reação.
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.
Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola.
Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.
Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pense: "Por que seu dia foi péssimo?"
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?
A resposta correta é a E.
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim. O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.
Notou a diferença?
Duas situações iguais, que terminam muito diferentes.
Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Esse e-mail me fez perceber que tenho administrado muito mal meus 90%, escolhendo a pior reação para contratempos banais. Desde que li sobre o 90/10, tenho controlado minhas reações. Ontem mesmo estive no Extra. O caixa travou com uma pessoa na minha frente. Não dei a mínima!
domingo, 23 de maio de 2010
Barraco 2
Barraco de novo no supermercado. Domingão, passei no Pão de Açúcar da 404 Norte. Comprei umas coisinhas. Dezessete volumes. Só havia dois caixas abertos: um caixa rápido para até dez volumes e um caixa preferencial. Caí na besteira de ir ao preferencial, que tinha só uma pessoa não preferencial na fila. Claro, chegou uma velhinha e deixei passar. Comentei com a caixa que eu tinha mais de dez volumes e não era preferencial. Ou seja, não havia caixa para mim. Ela me orientou a ficar lá. Quando comecei a passar minhas comprinhas, chegou uma grávida (pouco meses) e começou a reclamar de forma grosseira. Expliquei-me, constrangida. Enquanto passava meus 17 volumes, de repente apareceu uma multidão de preferenciais. Todos contra mim. A grávida continuou surtando, dizendo que estava passando mal e que para gente mal educada qualquer desculpa era válida. Aí veio um homem do nada, que nem na fila estava, e disse que eu estava errada e que o meu problema era falta de berço. Surreal! Justo eu, que sempre respeitei filas e boas maneiras. Até tentei argumentar, mas quanto mais eu falava mais a multidão de grávidas, idosos, portadores de necessidades especiais, anões, antropólogos, sociólogos, ambientalistas, petistas, demotucanos e outros se enfurecia. Até pensei em argumentar que era afrodescendente, mas percebi que não ia colar. E minhas compras não acabavam... Tive que aceitar as pedradas calada. Afinal, embora não estivesse de todo errada, sabia que não estava certa. Fiquei tão desnorteada, que nem sei quando deu a conta e como paguei, se crédito ou débito. Agora estou aqui desabafando e outras 15 pessoas estão em casa reclamando como tem gente mal educada que entra na caixa preferencial no supermercado e ainda acha que tem razão. Estou arrasada!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Desânimo
Há alguns meses venho sendo tomada por um desânimo que não pára de crescer. E é em relação a quase tudo na vida. No trabalho joguei a toalha. A Firma nem me atormenta mais. Desisti de brigar por um ambiente mais profissional. Estou no piloto automático, em ponto morto. Só descendo a ladeira na banguela... Estou em metamorfose, me transformando num barnabé. Sempre adorei ano de copa de mundo. Esse ano queria ir para uma fazenda excluída do Luz para Todos. Falando nisso, e as eleições então?! Essa falta de um candidato descente para votar desanima qualquer um. Vou ter escolher entre o péssimo e o terrível, e ainda não sei qual opção é a menos pior. Votar em branco ou nulo é demais para mim. Pelo menos aquela novela insuportável das nove termina hoje! Tem dois meses que não lavo o carro. Não lembro quando foi a última vez que fiz as unhas. Depilação eu faço. A laser. Uma espécie de penitência e busca de absolvição pela dor extrema. Não aguento mais ir três vezes por semana ao supermercado e pensar todos os dias no que fazer para o almoço. Todo dia digo que vou começar a fazer caminhada amanhã. Só que amanhã, quando chega, vira hoje e a promessa continua para amanhã. E essa falta de grana... Minha filha tirou notas baixas em história, geografia e ciências. As matérias que eu mais detestava na escola. Cá estou eu de volta à 5ª série. Tenho que estudar de novo, ensinar a fazer resumo e dizer que essas matérias são deliciosas. Até que ontem a Mesopotâmia me pareceu mais interessante do que há uns 20 anos. Desde que comecei a pós-graduação, com aulas sextas à noite e aos sábados o dia inteiro, nunca mais tive sexta-feira, meu dia da semana preferido. Agora, depois de quinta vem quarta-feira. Fui obrigada a dar mais valor ao domingo, um dia que sempre desprezei. Gostava mesmo era de sexta e sábado. É isso. Preciso desses dois dias de volta para rever amigos que adoro, ir ao cinema, teatro, tomar várias cervejas e deixar o domingo para o que ele serve de fato: para nada. No máximo uma missa, almoço com a família e jogo do Flamengo esparramada na cama ou no sofá.
Uma notinha de rodapé. Estava vendo um jogo esses dias e minha filha, querendo uma atenção que não dei, reclamou: “que droga, parece que tenho dois pais”.
Uma notinha de rodapé. Estava vendo um jogo esses dias e minha filha, querendo uma atenção que não dei, reclamou: “que droga, parece que tenho dois pais”.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Adeus amigo
Quando escrevi mais cedo que esta sexta-feira estava com cara segunda no mês agosto, não imaginava que o dia seria tão terrível. Foi o dia que meu querido colega Fernando Freire decidiu sair de vez desse mundo que não o fazia feliz. Estou realmente muito triste. O Fernando foi meu parceiro de noites intermináveis na TV Globo. Éramos os repórteres da noite do Bom Dia DF. Saíamos da TV só depois de meia-noite, se tudo corresse bem. Lembro de um colega atencioso, do bem, calmo, tão elegante que o chamava de Lord. Até o Vianas, que chama todo mundo de "fudido" ou "fudida", o Fernando ele chamava de Príncipe. Ele foi produtor do Paulo Francis em Nova York por anos. Chique demais! Mesmo com tantas coisas legais na vida, ele tinha uma tristeza, uma angústia que estavam sempre com ele. Como todo lord, era discreto e reservado. Mas ficávamos muito tempo sozinhos à noite e como gostávamos um do outro, passar horas conversando foi inevitável. Como conversávamos muito à noite, conheci algumas de suas angústias e não dei força nenhuma quando ele cismou de fazer uma cirurgia terrível para mudar o sorriso gengival. Quanto mais ele me explicava o procedimento, mais eu implorava para ele não fazer aquela loucura. Mas o danado fez e ficou feliz da vida. E ficou lindo! O garoto que tinha vergonha de rir, ria o tempo todo! Mas como eu suspeitava, não era essa a raiz do problema. Encontrei o Fernando no ano passado, fazendo um concurso. Ele me pareceu bem feliz. Tinha se casado, estava bem no trabalho... Mas infelizmente não estava. E pegou toda a angústia que estava no coração, os problemas na cabeça e jogou tudo pela janela de um prédio na 303 Norte, quadra onde nós dois morávamos quando trabalhávamos juntos. Acabou. Torço do fundo do meu coração para que ele encontre um lugar que finalmente possa ser feliz e ficar em paz. Ele merece!
Preciso dar um tempo
Que sexta-feira com cara de segunda no mês de agosto! Parem esse mundo que eu quero descer! Mas quero voltar logo, assim que estiver mais calma. Tem uma propaganda que mexe muito comigo. Já tive até pesadelo com ela. É aquela em que o planeta Terra se sacode e elimina as pessoas que não fazem bem ao planeta. Joga a galera no espaço. O narrador diz: “Um dia a Terra pode querer se livrar de você”. Muito assustador. Captei a mensagem e tento agradar a Terra. Mas muitos terráqueos insistem em me desagradar. Juro que me esforço, mas o lado afrodescendente da força tem sido mais forte do que eu. Aí explodo em péssimo humor! Talvez esteja na hora de voltar a tomar um remedinho...
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